Arquivo da categoria: Psicologia

Quando a alma tira férias


"O modo de impedir que as pessoas bebam álcool demais, ou se tornem viciadas em morfina ou cocaína, é dar-lhes um sucedâneo eficiente porém saudável para esses venenos deliciosos e (no atual mundo imperfeito) necessários. O homem que inventar tal substância será considerado um dos maiores benfeitores dessa humanidade sofredora."

"O modo de impedir que as pessoas bebam álcool demais, ou se tornem viciadas em morfina ou cocaína, é dar-lhes um sucedâneo eficiente porém saudável para esses venenos deliciosos e (no atual mundo imperfeito) necessários. O homem que inventar tal substância será considerado um dos maiores benfeitores dessa humanidade sofredora."

Entre os narcóticos naturais, estimulantes e alucinatórios, não existe um cujas propriedades não sejam conhecidas desde tempos imemoriais. Pesquisas modernas nos deram um bom número de novos sintéticos, mas, no que se refere aos venenos naturais, simplesmente desenvolveram-se métodos mais aperfeiçoados de extração, concentração e nova composição dos elementos já existentes. Do ópio ao curare, do cânhamo indiano à cocaína dos Andes e ao fungo siberiano, todas as plantas, arbustos e fungos capazes de quando ingeridos entorpecer, excitar ou provocar visões já tinham sido descobertos e utilizados de forma sistemática. O fato é significativamente estranho, pois parece provar que sempre e em todos os lugares os seres humanos sentiram a precariedade absoluta de suas existências pessoais, a miséria de serem apenas o seu ser insulado. (…) do desejo de autotranscendência – o bem era tudo contido na natureza por meio do que a consciência individual pudesse ser transformada. As mudanças provocadas pelas drogas podem ser manifestamente para pior, podem causar mal-estar no momento e vício no futuro, assim como degeneração e morte prematura. Nada disso importa. Só o que interessa é a consciência, pelo menos por alguns momentos, por uma ou duas horas que seja, de ser alguém, ou na maioria dos, casos, outra coisa que não o ser insulado.(Huxley, 1963, p. 25)

Parece eternamente improvável que a humanidade, de um modo geral, algum dia seja capaz de passar sem paraísos artificiais. A maioria dos homens e mulheres leva uma vida tão sofredora em seus pontos baixos e tão monótona em suas eminências, tão pobre e limitada, que os desejos de fuga, os anseios para superar-se, ainda por uns breves momentos, estão e têm estado entre os principais apetites da alma. (…) O hábito de tirar férias do mundo mais ou menos purgatorial, que nós criamos para nós mesmos, é universal. Moralistas podem denunciá-lo, mas, apesar dos discursos desaprovadores e da legislação repressiva, o hábito persiste, e as drogas alteradoras da mente estão disponíveis em toda parte. A fórmula marxista “a religião é o ópio do povo” é reversível, e pode-se dizer, ainda mais verdadeiramente, que “o ópio é a religião do povo”
(Huxley, 1963, p. 5 e 79)

Religiosos lutam contra a morte com mais intensidade, diz estudo


Fé

Medo da morte ou prazer pela vida? Religiosos fazem o possível para prolongar sua existência.

Um estudo de um instituto de tratamento do câncer nos Estados Unidos sugere que pessoas com fortes crenças religiosas lutam com mais intensidade contra a morte.

Pesquisadores do Instituto do Câncer Dana-Faber, de Boston, Massachusetts, acompanharam 345 pacientes com câncer em fase terminal até a hora de sua morte.

Eles afirmam que aqueles que rezavam regularmente pareciam querer que os médicos prolongassem suas vidas o máximo possível. De acordo com a pesquisa, pacientes com fortes traços religiosos tendiam a receber tratamentos intensivos para prolongar a vida três vezes mais do que aqueles que não eram tão religiosos.

A pesquisa também sugere que este tipo de cuidado intensivo, incluindo técnicas de ressuscitação, podem fazer com que a morte seja mais difícil.

“Estas descobertas precisam ser mais discutidas dentro das comunidades religiosas, e podem gerar mais reflexão daqueles que fornecem aconselhamento pastoral para pacientes com câncer em fase terminal”, disse Holly Prigerson, que liderou a pesquisa.

O relatório dos pesquisadores americanos foi publicado na revista especializada Journal of the American Medical Association.

Fonte: BBC Brasil

Quando a felicidade se torna obsessão


O vício moderno

O vício moderno

Andamos completamente obcecados pela felicidade, como o provam os quatro mil livros em língua inglesa publicados sobre o assunto no ano de 2008, mais dois mil do que oito anos antes, revela a revista Psychology Today, num artigo da sua última edição.

Um sintoma de que há por aí muita gente que se anda a sentir infeliz, e acredita que a solução para os seus problemas está algures num manual de auto-ajuda. O pior, conclui o artigo, é que ser capaz de dizer/saber o que nos dá felicidade não é dos nossos maiores talentos.

Fonte: Destak

Gosto musical está ligado a personalidade


"Cada um tem seu jeito". A velha receita continua sendo valida nos dias de hoje

"Cada um tem seu jeito". A velha receita continua sendo válida nos dias de hoje.

Gosto musical e tipos de personalidade estão intimamente relacionados, de acordo com um estudo de mais de 36.000 pessoas de todo o mundo.

O trabalho de investigação, que foi realizado pelo Professor Adrian North de Heriot-Watt University, é considerado o maior alguma vez realizado. Ele sugeriu que fãs de música clássica eram tímidos, enquanto os fãs de heavy metal eram gentis e estavam à vontade com eles próprios. O professor North descreveu a pesquisa como “significativa” e “surpreendente”.

O que o seu gosto musical diz sobre você ?

Ele disse: “Sempre suspeitamos de um elo entre gosto musical e personalidade. Esta é a primeira vez que fomos capazes de olhar para isso em pormenor. Ninguém nunca tinha feito isso antes nesta escala.”
O Prof. North disse que a investigação poderia ter muitos usos em marketing, acrescentando: “Se você conhece a preferência musical de uma pessoa você pode dizer que tipo de pessoa ele é.”
“Há evidentes implicações para a indústria da música que se está preocupada com o declínio das vendas de CD.”
“Uma das coisas que mais surpreendente é a semelhanças entre fãs de música clássica e heavy metal. Eles são ambos criativos e à vontade, mas não extrovertidos.”
“O público em geral cria um estereótipo de fãs de heavy metal como sendo deprimidos ao ponto de ser suicidas e de ser um perigo para si próprios e para à sociedade em gera.”

Mais de 36.000 pessoas de todo o mundo foram convidados a avaliar 104 estilos musicais e também questionados sobre aspectos da sua personalidade.
O estudo está a decorrer, e o Prof North, que é chefe do departamento da universidade de psicologia aplicada, ainda está à procura de participantes para fazer parte de um breve questionário online.
Estilos musicais versos traços de personalidade

  • BLUES – Alta auto estima – Criativos extrovertidos e relaxados.
  • JAZZ- Alta auto estima – Criativos extrovertidos e relaxados.
  • RAP- Alta auto estima – Extrovertido.
  • ÓPERA – Alta auto estima – Criativos, gentis.
  • COUNTRY – Trabalhadores e extrovertidos
  • RAEGGAE -: Alta auto estima – Criativos não muito trabalhadores extrovertido, gentis e relaxado.
  • DANCE MUSIC – Criativos extrovertidos e não gentis
  • INDIE – Baixa auto estima criativos não são muito trabalhadores nem gentis
  • ROCK/HEAVY METAL – Baixa auto estima criativo ,não muito trabalhadores nem extrovertidos , gentis e relaxados.
  • POP – Alta auto estima não criativos trabalhadores extrovertidos gentis e pouco a vontade
  • SOUL- Alta auto estima criativos extrovertidos gentis e relaxados.

Qual o seu estilo musical ?  E já que falamos nisso  que música (s) lhe deixa feliz ?

Fonte: Abril