Sobre a noite e o dia

Enquanto as manhãs eram marcadas
Pelo coma da noite anterior
O vazio se superava semana após semana

Com seus insuportáveis espetáculos de realidade
Os efeitos do veneno ainda presentes
Nas primeiras horas de respiração
Apenas confirmavam que era necessário
Matar aquelas coisas que não deixavam dormir
Que era necessário olhar o mundo de uma forma egoísta
Se você quisesse continuar alimentando a ilusão
De que valia a pena e havia algum sentido em existir

Em uma hora começava toda aquela euforia
Causada pela mistura dos medicamentos
Tudo começava a ficar perfeito de uma forma
Que nada mais importava desde a noite não terminasse
E que eu ainda fosse o astro de um filme perfeito

Os anos passavam e nem mesmo a melhor mágica
Conseguia vencer a verdade para a qual todos nós
Lentamente éramos convocados
Tento não pensar que nossa importância é passageira
E que o tempo não se importa por não conseguir se importar
Tento imaginar que mais pra frente as coisas serão resolvidas
E alguém encontrará uma forma de fazer a noite não acabar

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Publicado em 23/11/2014, em Poemas. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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