Lágrimas e Névoa – Parte 4/8


15 de Setembro

Hoje acordei me perguntando, por que não sinto falta das pessoas que conviviam comigo? Saíamos juntos, eu os chamava de amigos. E o povo do bar então, nunca vira pessoas tão felizes! Lembro-me disso agora e começo a pensar se eles eram realmente felizes. Perdi a conta de quantos olhos lacrimejantes fitavam aquelas luzes coloridas em busca de algo que fizesse tudo ficar bem. Perdi a conta de quantas vezes o espelho me viu assim também. E não há como esquecer o homem da porta, parecia não possuir sentimentos, apenas justiça, era o responsável pela passagem entre os dois mundos.
Nesses últimos dias em que a memória decidiu ser minha melhor amiga, tenho rezado bastante. Não gosto de ir à igreja da cidade. Apesar de ser mais um templo de deus, não me sinto bem lá. Ninguém se quer olha para o lado e o padre fala apenas para si mesmo. É realmente difícil construir amizades aqui. Pra mim já começa a não fazer diferença também.

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Publicado em 22/09/2011, em Contos e marcado como . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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