A febre mais longa que já tive

Embora eu tente ignorar,
Ainda lembro-me do abraço
Que por alguns minutos pareceu verdadeiro.

Talvez a febre tenha me feito
Ver coisas que ela sempre sonhou.
Alucinações que eu não questionava,
Aquele prazer único
Que por mais que você tente contar
Não há como explicar.
Só mesmo quem sentiu
É que entende o que significavam
Os suspiros em um corpo que já
Não queria mais respirar.

Ela está por aí
Causando distorções na vida
De outros caras que não
Sabem que a beleza
Muitas vezes é uma cilada

Eu sigo em silêncio meu caminho.
Sem muita vontade de conversar,
Sem mais procurar respostas
Sobre febre, sentimentos e alucinações.

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Publicado em 30/08/2011, em Poemas e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

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