Os ponteiros da vida


Os ponteiros da vida ironicamente
Continuam seu trabalho sem graça
Um ritmo mais forte para o jovem
Que anda bebendo escondido
Uma aula de câmera lenta
Para o velho que há vinte anos
Ainda procura a saúde em um pote escuro de vidro

Ninguém vai se importar se alguém
Esqueceu-se de olhar para cima
Homens quase mortos e cansados
Histericamente sofrem na quietude
Dos andares mais baixos

É como se tudo passasse e você não percebesse
O quanto foi atingido
É bonito, mas odeio ver aquelas fotos
Lembram-me de quando ainda era verdadeiro
O sorriso

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Publicado em 20/05/2011, em Poemas e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Faz tempo que eu não passo aqui, tenho uma leve impressão que o tema dos seus poemas mudaram mas eu continuo amando o modo de como escreve.
    Gostei muito desse poema, me fez lembrar de certas coisas que no passado me faziam bem e eu não sabia.
    Beijos e continue escrevendo pois sempre estarei acompanhando-o.

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