O medo que invadia a neblina


O medo que invadia a neblina
Perguntava por mim
Em cada canto
Dobrando a esquina

Não eram razões que me faziam chorar
A cidade nublada e vazia
Gostava de mim
Uma chuva de cinzas
Me fazia delirar

Em cada quarto conhecido
Eu sentia o gosto de ferrugem
Perfumando o lugar
Era como um abraço gelado
Um sonho profundo e acordado

Preciso lembrar daquele momento
Em que esquecer era o único
Meio de não enlouquecer
Preciso ficar aqui
Tempo o suficiente
Para terminar de cair

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Publicado em 17/01/2011, em Poemas e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Vitor Zaupa

    Gostei muito do poema. A cidade solitária, cinzenta, também me acolhe, pra mim a paz se encntra lá… Um lugar perfeito.

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