Eu me perdi


Olhe ali naquele canto onde há luz
É aquela foto em que você sempre
Sonhou em fazer parte
A perfeição que você nunca pode ter
E o idiota que você sempre quis ser
São duas imagens vazias
Que se completam
Futilidades que casam
E se transformam em algo
Mais sem sentido que a própria vida

Me pergunto toda madrugada
O que eu fiz para a felicidade
Ter me esquecido?
São velhos conhecidos que se tornaram irreconhecíveis
Lembranças de noites insanas
Que parecem nem ter existido
Hoje me vejo perdido no desconhecido
Pessoas que eu nunca vi
Vivendo algo que algum dia vivi

Ao encarar algum reflexo da noite
Não consigo ver o jovem sorrindo
O tempo me pegou

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Publicado em 14/06/2010, em Poemas e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. O sonho de ser aquilo que as circunstâncias nunca favoreceram para isso. Me pergunto se sempre a culpa foi dos outros ou se mesmo assim poderíamos ser aquilo que sempre sonhamos se quiséssemos.
    Ótimo poema. :}

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