Vou Embora

Nessa noite vou sair daqui
Cada parte desse lugar
Nunca pertenceu a mim
De olhos abertos ou fechados
Cabeça vazia e gritos imperdoáveis
Maldito quarto escuro
Jamais acharei o que procuro
Um lugar seguro para pensar

Fechei a porta da frente
Para não abrir nunca mais
Assim os crimes ficam sozinhos
Com o homem que dorme no freezer
Talvez o tempo apareça
E ensine como perdoar

Do meu lado tem uma ponte
Dá pra ver o horizonte
Mas só se o dia clarear
Vou esperar aqui
Ainda tem meio litro
De vodka no carro
Tenho a opção de pular

É nesse deserto de lembranças ruins
Que eu não quero mais voltar
É nesse mar de névoa e pedra
Que procuro um novo nome
Um destino de verdade
É nessa calma cidade
Que vou envelhecer e conhecer
Um amigo que nunca vá me deixar

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Publicado em 06/04/2009, em Poemas e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. O seu jeito de escrever realmente é muito bonito, mostra as coisas de uma forma subjetiva, despertando e pedindo mais atenção do leitor.

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